A nova estação Gran Vía

Após mais de mil dias – 1060 para ser preciso – a estação de metrô Gran Vía reabre no coração de Madri, conectada à estação de trem Sol.

Por fora, uma fachada clássica; por dentro, um tecnologia e remodelação completa. Alvo de críticas e de elogios entre governo e oposição, o fato é que a voz do metrô volta a anunciar ao passageiros “próxima estación, Gran Vía“. Fechada em agosto de 2018, o que deveriam ser oito meses transformou-se em uma infindável novela, em meio a denúncias de mal planejamento e descoberta de antiguidades no subsolo. O início foi pouco antes da minha chegada a Madrid – fato pelo qual eu nunca vi a Calle Montera sem obras e os tapumes já estavam “incorporados” ao cenário.

A entrada principal recupera o desenho original do arquiteto Antonio Palacios, presente entre 1920 e 1970 (o que me faz pensar ter dedo do mesmo expert que levou o Miramar água abaixo). Houve a restauração do mural cerâmico de Miguel Durán-Loriga e um espaço museu que exibirá as peças encontradas entre ruínas.

A modernidade fica no subsolo, coas novas máquinas para venta de tíquetes e catracas de design futurista. Plenamente acessível, dispõe quatro elevadores, 13 escadas rolantes e – quiçá o mais engenhoso – um túnel de 100m conectando o metrô Gran Vía com Renfe Sol.

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